Diástase abdominal

A diástase abdominal é a separação dos músculos retos do abdômen, causando fraqueza da parede abdominal e abaulamento visível. Afeta principalmente mulheres no pós-parto, mas também pode ocorrer em homens e atletas. O acompanhamento adequado ajuda a prevenir complicações e melhorar a função abdominal. Entenda mais sobre esse assunto!

Atualizado em: 25/05/2026.

Introdução

A diástase abdominal é definida como o afastamento anormal dos músculos reto-abdominais na linha média do abdome, é uma separação dos músculos retos do abdome, geralmente acompanhada de um abaulamento visível em toda a linha média. 

Essa condição não é apenas estética, é uma condição funcional  que impacta na estabilidade da coluna lombar e qualidade de vida.

Normalmente considera-se diástase quando o afastamento  entre os músculos supera 2 a 2,5 cm. Estima-se que cerca d e 60 a 70% das mulheres apresentam algum grau de diástase no pós parto., mas pode ocorrer em homens, idosos ou praticantes de atividades físicas intensas que aumentam a pressão intra-abdominal. 

 Pode ser classificada  em:

  • Leve: afastamento de 2 a 3 cm
  • Moderada: afastamento de 3 a 5 cm
  • Grave quando o afastamento supera os 5 cm

 O diagnóstico precoce e a intervenção adequada são essenciais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Neste artigo, abordaremos o que é, quais causas, quais os sintomas e como é realizado o diagnóstico e o tratamento desta patologia. Leia até o final e saiba mais!

Quais as causas da diástase abdominal?

A diástase abdominal pode surgir devido a fatores que aumentam a pressão intra-abdominal e enfraquece a musculatura:

  • Gravidez múltipla ou única, especialmente no terceiro trimestre
  • Envelhecimento natural e perda de elasticidade dos tecidos
  • Obesidade e acúmulo de gordura abdominal
  • Exercícios físicos intensos sem técnica adequada
  • Cirurgias abdominais prévias, que comprometem a integridade da parede muscular

Esses fatores contribuem para a separação dos músculos retos do abdômen, tornando a parede abdominal mais vulnerável a abaulamentos e complicações.

Quais os sintomas da diástase abdominal?

Os sintomas podem variar em intensidade e incluem:

  • Abaulamento visível no centro do abdômen, especialmente ao contrair os músculos
  • Dor ou desconforto na região abdominal ou lombar
  • Sensação de fraqueza ou instabilidade do tronco
  • Alterações posturais devido à perda de suporte muscular
  • Em casos avançados, dificuldade em realizar atividades físicas ou levantar objetos e incontinência urinária

O reconhecimento precoce desses sinais facilita a intervenção e reduz o risco de complicações secundárias.

Como é feito o diagnóstico da diástase abdominal?

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames de imagem em alguns casos:

  • Exame físico, com medição da distância entre os músculos retos
  • Teste de elevação da cabeça ou contração abdominal para observar abaulamento
  • Ultrassonografia de parede, que confirma a separação e avalia a espessura muscular
  • Ressonância magnética, usada em casos complexos ou antes de cirurgia
  • Avaliação postural e funcional para identificar desequilíbrios musculares

O diagnóstico preciso orienta o tratamento adequado e a escolha de intervenções conservadoras ou cirúrgicas.

Quando é feito o tratamento cirúrgico da diástase abdominal?

A decisão cirúrgica é baseada em critérios funcionais, anatômicos, frequentemente , na associação com outros procedimentos plásticos. Não existe consenso mas esta são as principais indicações:

  • Falha do tratamento conservador, através de exercícios de fortalecimento do core e técnicas de reabilitação postural
  • Diástase de grande magnitude, com afastamento acima de 3 cm , com perda de qualidade do tecido fibrose entre os músculos
  • Sintomas funcionais relevantes,  com dor lombar persistente, disfunção do musculatura do assoalho pélvico e incontinência urinária de esforço
  • Incapacidade e dificuldade, para realização de exercícios físicos
  • Hérnia umbilical e epigástrica associada
  • Associação com abdominoplastia, quando a paciente será submetida e retirada do excesso de pele
  • Impacto psicossocial grave, quando a protusão abdominal causa sofrimento emocional e impacta a qualidade de vida 

O tratamento adequado melhora a estética, a função abdominal e a qualidade de vida dos pacientes. São critérios de contraindicação: obesidade Grau II, pacientes com IMC > que 35 kg/m2, tabagismo ativo, diabetes descompensado e doenças que comprometem a cicatrização

Como é feito o tratamento cirúrgico da diástase abdominal?

O tratamento cirúrgico da diástase de ereto é chamado de rafia ou plicatura da linha média do abdome, promovendo a aproximação das bordas do músculo reto abdominal 

A escolha da técnica depende do grau da diástase, da condição da parede abdominal, do perfil da paciente e dos objetivos funcionais e estéticos.

Opções de tratamento

  • Rafia aberta da linha alba – padrão ouro com sutura, fechamento dos retos na linha média
  • Correção com tela – diástase graves  ou recidivada
  • Robótica – procedimento minimamente invasivo, podendo ser realizado por acesso extraperitonaeal, correçõa da distase do reto por via abdominal 

TÉCNICAS EMERGENTES

  • SCOLA – correção da diástase dos retos abdominais por videolaparoscopia, cirurgia minimamente invasiva, sem cortes. Ideal para paciente sem excesso de pele
  • MILA – procedimento minimamente invasivo, inovador que combina a lipoaspiração, a correção da diástase de reto por videolaparoscopia  e tecnologias de retração cutânea, por meio de mínimas incisões com melhora importante do ponto de vista estético
  • MAMI – Procedimento minimamente invasivo, também por videolaparoscopia, porém oferece uma opção adicional a miniabdominoplastia para retirada do excesso de pele mais excessivo.
  • ROBÓTICA – 

Como se preparar para o tratamento cirúrgico da diástase de reto abdominal ?

A avaliação pré operatória inclui:

  • Avaliação clínica do especialista
  • Exames de Imagem para avaliação da extensão do cisto
  • Exames laboratoriais

O preparo pré-operatório inclui:

  • Orientações sobre jejum antes do procedimento
  • Suspensão ou ajuste de medicamentos que possam interferir na coagulação
  • Cessação do tabagismo
  • Controle de peso e condição nutricional 
  • Fisioterapia e fortalecimento pré-operatório
  • Esclarecimento sobre riscos, anestesia e cuidados pós-operatórios

Seguir essas recomendações contribui para maior segurança e eficácia da cirurgia.

Como é o período pós-operatório do tratamento cirúrgico da diástase de ret?

A recuperação varia conforme  a técnica operatória realizada., mas resumidamente são 4 fases

FASE 1 ( 1 a 7 dias)

Repouso domiciliar, posição semi fletida, uso contínuo de cinta elástica e cuidados com o dreno 

FASE 2 Recuperação precoce (2 a 4 semanas)

Retorno progressivo as atividades, manutencao da cinta , retirada do dreno , drenagem linfática e fisioterapia 

FASE 3 Reabilitação ativa (1 A 3 meses)

Fisioterapia especializada, cuidados com apele manipuladas, retorno com o cirurgião 

FASE 4 Resultado final  (3 a 12 meses)

Resultado definitivo, retorno as atividade físicas 

O cumprimento dessas recomendações otimiza os resultados e melhora significativamente a qualidade de vida do paciente. O acompanhamento médico é fundamental para garantir recuperação segura e minimizar recidivas.

Considerações gerais

A diástase de reto não é apenas uma questão estética, é uma condição funcional. A decisão cirúrgica é baseada sempre em critérios funcionais e anatômicos e isso implica na melhor conduta a ser tomada e impacta nos resultados.

E escolha da técnica depende do grau da diástase, da condição da parede, do perfil do paciente e dos objetivos  funcionários e estéticos 

Lembre-se de respeitar as contraindicações principalmente a obesidade. 

As técnicas emergentes, apresentam ótimo resultado, com menor impacto boa recuperação pós-operatória, pois são técnicas minimamente invasivas. Quando associados a procedimentos como lipoaspiração e miniabdominoplastia  acentuam ainda  mais os resultados do ponto de vista estético.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que é diástase abdominal?

Separação dos músculos retos do abdômen com abaulamento visível.

2. Quem tem maior risco?

Mulheres no pós-parto, pessoas com obesidade ou idosos.

3. Quais sintomas indicam diástase?

Abaulamento abdominal, dor, fraqueza e instabilidade do tronco.

4. Como é tratado sem cirurgia?

Exercícios específicos, com fisioterapia especializada .

5. Quando é indicada cirurgia?

 Em casos graves ou persistentes que comprometem função e estética.

Dr. Carlos Godinho

CRM: Nº 76.797/SP
RQE Nº: 41950 Cirurgia Geral
RQE Nº: 419501 Cirurgia Bariátrica
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e fiz residência em Cirurgia Geral pela Faculdade de Medicina do ABC.

Sou Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Bariátrica, tenho mais de 25 anos de atuação e mais de 2.500 bariátricas realizadas.
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