A diástase de reto é frequentemente associada apenas a uma questão estética, mas nem sempre o afastamento da musculatura abdominal é apenas visual. Em alguns casos, a condição pode causar dor, alterações posturais e desconfortos que impactam a qualidade de vida.
Neste texto, você vai entender quando a diástase se torna um problema, sua relação com hérnias e quais são as opções de tratamento. Continue a leitura para saber mais.
Quando a diástase de reto se torna um problema
A diástase de reto, ou afastamento da musculatura abdominal, é um tema que tem ganhado destaque, principalmente do ponto de vista estético. No entanto, a condição passa a ser um problema quando provoca alterações funcionais.
Isso acontece quando o afastamento muscular modifica a postura do paciente e altera o funcionamento da parede abdominal e da região dorsal. Essa mudança pode levar à sobrecarga da musculatura da coluna e ao desenvolvimento de lombalgia crônica, já que a forma de permanecer em pé e de sustentar o corpo fica comprometida.
Além disso, o abaulamento na linha média do abdome também causa incômodo, especialmente nas mulheres. Quando há desconforto funcional ou estético significativo, pode haver indicação cirúrgica para correção.
Associação com hérnias da linha média
Na grande maioria das vezes, a diástase de reto está associada a hérnias da linha média, como as hérnias epigástricas e a hérnia umbilical.
Nesses casos, o tratamento cirúrgico permite corrigir simultaneamente o afastamento muscular e as hérnias da parede abdominal. Cabe ao cirurgião avaliar e indicar a melhor abordagem para cada paciente.
Técnicas cirúrgicas disponíveis
Atualmente, existem diferentes técnicas para a correção da diástase. A técnica aberta é utilizada com menor frequência, enquanto os procedimentos minimamente invasivos têm sido cada vez mais indicados.
Entre essas opções estão técnicas como a e-TEP e a MILA. Na e-TEP, é realizada uma pequena incisão na região inferior do abdome para permitir a dissecção e a correção da diástase por videolaparoscopia. Já na MILA, são feitos pequenos orifícios na parede abdominal para a realização do procedimento.
Essas técnicas minimamente invasivas proporcionam uma recuperação melhor e resultados satisfatórios.
Associação com cirurgia plástica e resultados estéticos
Em muitos casos, o tratamento pode ser realizado em conjunto com o cirurgião plástico. Antes da correção da diástase, pode ser realizada uma lipoaspiração e a aplicação de substâncias no tecido subcutâneo, o que contribui para um resultado estético mais favorável.
Dessa forma, além da correção funcional da diástase, é possível obter uma melhora significativa do contorno abdominal.
Avaliação individual e indicação do tratamento
Pacientes que apresentam abaulamento na linha média do abdome, sensação de saliência ou incômodo relacionado à diástase devem ser avaliados por um especialista.
A avaliação permite analisar a anatomia, discutir as opções de tratamento, esclarecer dúvidas sobre a indicação cirúrgica e orientar sobre o pós-operatório, sempre considerando as necessidades e características de cada caso.

