A fissura anal é uma condição dolorosa que afeta muitas pessoas e costuma estar associada à dor intensa durante ou após a evacuação. Essa lesão na mucosa anal pode gerar desconforto significativo, afetando a qualidade de vida e exigindo atenção médica adequada. Entenda mais sobre esse assunto!
A fissura anal é uma lesão linear que surge na mucosa do canal anal, geralmente causada pelo trauma durante a passagem de fezes endurecidas ou volumosas.
Trata-se de uma condição relativamente comum e que provoca dor intensa, especialmente no momento da evacuação, além de sangramentos que se manifestam no momento da eliminação das fezes.
Muitas pessoas confundem os sintomas com hemorroidas, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do tratamento correto, este tipo de sangramento na maioria das vezes é pós evacuatório e com gotejamento de sangue vivo no vaso sanitário.
Essa afecção, embora não seja grave na maioria dos casos, pode se tornar crônica e comprometer significativamente a qualidade de vida do paciente.
Neste artigo, abordaremos os sintomas mais comuns da fissura anal, suas principais causas e as opções de tratamento disponíveis. Leia até o final e saiba mais!
Sintomas da fissura anal
A fissura anal apresenta sintomas que podem variar de intensidade de acordo com cada paciente, mas existem sinais típicos que devem ser observados.
O principal é a dor aguda durante e após a evacuação, descrita muitas vezes como um corte ou ardência. Outro sintoma recorrente é o sangramento em pequena quantidade, visível no papel higiênico ou nas fezes.
Entre os sinais mais comuns estão:
- Dor intensa durante a evacuação
- Ardência persistente após evacuar
- Pequenos sangramentos no momento da passagem das fezes pelo canal anal
- Presença de fissura visível no exame clínico
- Hipertonia do esfíncter anal, muculatura anal muito contraida e tensa
A dor pode durar minutos ou até horas após o ato evacuatório, o que gera ansiedade no paciente e leva à retenção das fezes por medo do desconforto.
Isso agrava o quadro, já que as fezes ficam mais ressecadas e aumentam a chance de novas lesões. Reconhecer os sintomas é essencial para procurar avaliação médica precoce e evitar complicações.
Causas e fatores de risco
A fissura anal geralmente está associada ao trauma da mucosa durante a evacuação, mas existem outros fatores que favorecem seu surgimento.
O esforço repetitivo e a constipação crônica estão entre os principais desencadeadores, mas também há casos ligados a episódios de diarreia frequente. Contração paradoxal e cronica do esfincter anal tam são caussas frequente, porem são diagnosticadas através de exames específicoa como a manometria anorretal.
Os fatores mais comuns incluem:
- Prisão de ventre crônica
- Fezes endurecidas ou volumosas
- Esforço excessivo para evacuar
- Diarreia persistente
- Inflamações do trato intestinal
- Pós-parto em mulheres
A constipação é a causa mais recorrente, pois a passagem de fezes secas provoca micro lesões que evoluem para fissuras. Além disso, doenças inflamatórias intestinais, como Crohn, também podem favorecer o surgimento do problema.
Pessoas que apresentam baixa ingestão de fibras e líquidos possuem risco aumentado. O conhecimento desses fatores ajuda na prevenção, já que mudanças nos hábitos alimentares e no estilo de vida reduzem a chance de desenvolvimento da fissura anal.
Tratamentos disponíveis
O tratamento da fissura anal pode variar de acordo com o tempo de evolução e a gravidade do quadro.
A simples avaliação da região anal e a anuscopia, podem confirmar o diagnóstico, Este exame simples pode ser realizado no momento da consulta pelo especialista, e abreviar o início do tratamento.
Em fases iniciais, medidas conservadoras geralmente são eficazes, ajudando na cicatrização e no alívio dos sintomas. Entre as principais recomendações estão mudanças alimentares, para melhora da consistência das fezes e cuidados locais.
As opções de tratamento incluem:
- Aumento da ingestão de fibras
- Hidratação adequada com líquidos
- Banhos de assento mornos
- Gel manipulado, contendo substâncias anestésicas, vasodilatadoras cicatrizantes
- Uso de laxativos suaves quando necessário
- Relaxantes do esfíncter anal em casos persistentes
Quando a fissura se torna crônica e não responde ao tratamento clínico, pode ser indicada intervenção cirúrgica, como a esfincterotomia lateral interna. O procedimento será indicado após manometria anorretal que revelará a hipertonia esfincteriana. Esse procedimento reduz a pressão do esfíncter e facilita a cicatrização da lesão.
Atualmente temos a disponibilidade do uso de toxina botulínica e Laser de CO2 que reduzem de maneira substancial o desconforto e dor no período pós-operatório e muito importante a preservação do aparelho esfincteriano do canal anal.
É importante destacar que a avaliação médica é fundamental para definir o tratamento mais adequado. A maioria dos pacientes apresenta melhora significativa com medidas simples e gel manipulados, evitando complicações e permitindo o retorno à qualidade de vida.
Perguntas Frequentes:
- Qual o perigo da fissura?
Pode se tornar crônica, causar dor intensa e dificultar a evacuação, afetando a qualidade de vida. - O que leva a ter fissuras?
Fezes ressecadas, constipação, esforço ao evacuar, diarreia frequente e inflamações intestinais. - Como saber se estou com fissura anal?
Dor forte ao evacuar, ardência, sangramento leve e sensação de corte no ânus são sinais típicos. A anuscopia, exame simples realizado em nível ambulatorial, evidência a lesão na grande maioria das vezes. - O que pode ser confundido com fissura?
Hemorróidas, feridas por infecção, doenças inflamatórias intestinais ou lesões anais. - As fissuras anais podem causar câncer?
Não. Fissuras não viram câncer, mas sintomas persistentes devem ser avaliados para descartar outras doenças.


