Dor, inchaço e fraqueza abdominal? Pode ser diástase de reto

Você sente dor, inchaço e fraqueza abdominal? Isso pode ser diástase do reto abdominal, uma condição que afeta muitas pessoas, principalmente mulheres após a gestação. Existem técnicas modernas, como SCOLA, MAMI e MILA, que corrigem esse problema com foco em estética e funcionalidade. Entenda mais sobre esse assunto!

Dor, inchaço e fraqueza abdominal podem ser sinais de diástase do reto abdominal, uma condição comum, especialmente em mulheres após a gestação, mas que também pode afetar homens e pessoas que sofreram grandes variações de peso. 

A diástase dos músculos retos abdominais é caracterizada pelo afastamento excessivo destes músculos, gerando instabilidade da parede abdominal, desconforto, alterações posturais,funcionais e até prejuízo estético.

Neste artigo, abordaremos o que é diástase do reto abdominal e como ela afeta seu corpo. As técnicas cirúrgicas SCOLA, MILA e MAMI bem como seus resultados estéticos e funcionais. Leia até o final e saiba mais!

O que é diástase do reto abdominal e como ela afeta seu corpo

A diástase do reto abdominal é a separação excessiva dos músculos retos do abdome, causada pelo enfraquecimento da linha alba, tecido que une esses músculos. 

É comum em mulheres após a gestação, mas também pode ocorrer em homens, pessoas com sobrepeso, obesidade ou que fazem exercícios de forma incorreta. Frequentemente estão associadas a hérnias da parede abdominal como hérnias umbilicais e epigástricas

Seus principais sintomas incluem:

  • Dor abdominal constante ou intermitente;
  • Inchaço, principalmente após as refeições;
  • Sensação de fraqueza ou instabilidade na região abdominal;
  • Alterações na postura;
  • Em alguns casos, abaulamento visível no abdome;
  • Com frequência os pacientes, apresentam hérnia da linha média que pioram o abaulamento na linha média piorando ainda mais a postura destes pacientes.

Essa separação dos músculos compromete não apenas a estética, mas também funções importantes como a estabilização da coluna e a proteção dos órgãos internos. 

Além disso, pode gerar desconforto nas atividades diárias, dificuldade para realizar exercícios físicos e até dores nas costas.

Quando não tratada, a diástase pode evoluir, e piorar ainda mais as hérnias umbilicais ou epigástricas. O diagnóstico é feito por avaliação clínica e, muitas vezes, confirmado com ultrassonografia. 

A partir desse diagnóstico, define-se se o tratamento será conservador (fisioterapia) ou cirúrgico, dependendo do grau de separação muscular e dos sintomas apresentados.

Técnicas cirúrgicas para correção: SCOLA, MILA e MAMI – como funcionam e suas indicações

A cirurgia para correção da diástase abdominal pode ser realizada por diferentes técnicas, sendo as mais modernas a SCOLA, MILA e MAMI. Todas são minimamente invasivas, porém com abordagens distintas. Nos últimos anos, técnicas minimamente invasivas, por videolaparoscopia, tem ganhado destaque no tratamento desta afecção , oferecendo menor morbidade, recuperação mais rápida e melhores resultados estéticos.

Técnica SCOLA (Subcutaneous Onlay Laparoscopic Approach)

Realizada por via laparoscópica, no plano subcutâneo, espaço pré aponeurótico, sem entrar na cavidade abdominal. Os músculos retos são plicados (costurados) e pode ser utilizada uma tela na posição onlay (acima da musculatura) para reforçar a parede abdominal,

Técnica MILA (Minimally Invasive Laparoscopic Approach)

Também minimamente invasiva, esta correção é realizada através da sutura (costura) dos músculos retos abdominais no espaço pré-aponeurótico. Associado a procedimentos realizados pelo Cirurgião plástico como: lipoaspiração e uso de tecnologias que promovem retração da pele, promovendo assim um resultado estético ainda melhor.

Técnica MAMI (Mini Abdominoplasty Minimally Invasive)

Neste tipo de cirurgia, após realização da técnica  MILA, é realizada a retirada de um fuso de pele junto a incisão de Pfannenstiel (Cesárea), ampliando as indicações em relação à abdominoplastia convencional.

Indicações de cada técnica cirúrgica:

  • SCOLA é mais indicada para pacientes que buscam correção de defeitos maiores, associados a hérnias da parede abdominal. Em alguns casos, nos grandes defeitos, é imperativo o uso de telas fixadas a aponeurose anterior dos músculos retos abdominais, com a finalidade de diminuir o risco de recidiva.
  • MILA é mais utilizada em pacientes com pequenos defeitos, onde a diástase dos músculos reto abdominais são menores, Por tratar-se de cirurgia videolaparoscopica, com menores cicatrizes e associado a técnicas que promovem melhores resultados estéticos são procurados principalmente pelo sexo feminino.
  • MAMI é um procedimento híbrido que associa a técnica MILA com a retirada de um fuso de pele junto à cicatriz prévia da cesárea. Realizada em pacientes que apresentam excesso de pele nesta região, é uma miniabdominoplastia

A escolha da técnica  depende do tamanho  da diástase, da presença ou não de hérnias associadas, do tamanhos dessas hérnias, necessidade de utilização de telas, da anatomia  individual de cada paciente e indiscutível da experiência do cirurgião.

Resultados estéticos e funcionais: comparativo entre SCOLA, MILA e MAMI na correção da diástase

Os resultados estéticos e funcionais são fatores decisivos na escolha entre SCOLA, MILA e MAMI. Todas as técnicas oferecem excelente correção da diástase, porém há diferenças perceptíveis.

  • SCOLA proporciona um excelente resultado funcional, permite ótima definição da linha média e menos chance de irregularidades na parede abdominal. A cicatriz é pequena e geralmente fica escondida na linha do biquíni. Neste procedimento o risco de seroma, coleções no subcutâneo são mais frequentes.
  • MILA, apresenta ótimos resultados estéticos e funcionais, permitindo uma melhor definição da silhueta feminina. Devido o menor deslocamento realizado por videolaparoscopia associado a técnicas que permitem uma melhor retração da pele, com menor formação de seromas, o aspecto estético deste procedimento é superior.
  • MAMI, a semelhança da MILA, apresenta ótimos resultados, porém com a presença de uma incisão na região da cesárea prévia. Portanto é uma técnica muito utilizada em paciente com diastase associado excesso pele na região pubiana,

Funcionalmente, todas restauram a estabilidade da parede abdominal, melhoram a postura e reduzem dores nas costas. 

A escolha da técnica depende do tamanho  da diástase, da presença ou não de hérnias associadas, do tamanhos dessas hérnias, da necessidade de utilização de telas, da anatomia  individual de cada paciente e indiscutivelmente da experiência do cirurgião.

Dr. Carlos Godinho

CRM: Nº 76.797/SP
RQE Nº: 41950 Cirurgia Geral
RQE Nº: 419501 Cirurgia Bariátrica
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e fiz residência em Cirurgia Geral pela Faculdade de Medicina do ABC.

Sou Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Bariátrica, tenho mais de 25 anos de atuação e mais de 2.500 bariátricas realizadas.
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