Cirurgia anti-refluxo ou omeprazol? Saiba quando a cirurgia pode ser a melhor opção para o controle definitivo da doença do refluxo.
Neste artigo, vamos explicar o tratamento do refluxo gastroesofágico costuma começar com medicamentos como omeprazol ou pantoprazol. Porém, em alguns casos, mesmo com o uso contínuo, os sintomas persistem e a qualidade de vida do paciente fica comprometida. Nesses cenários, a cirurgia anti-refluxo surge como uma alternativa eficaz.
Quando a cirurgia anti-refluxo é indicada no lugar do uso contínuo de medicamentos
O refluxo gastroesofágico é uma condição bastante comum e, na maioria das vezes, o tratamento inicial é feito com os inibidores de bomba de prótons (IBPs), como omeprazol, pantoprazol e lansoprazol. Essas medicações reduzem a produção de ácido e oferecem alívio dos sintomas para grande parte dos pacientes.
Entretanto, existem situações em que o uso contínuo dessas drogas não é suficiente. Alguns pacientes precisam utilizar o medicamento de forma crônica para controlar o refluxo e outros são considerados refratários, ou seja, continuam apresentando sintomas mesmo com o tratamento adequado.
O papel dos exames no diagnóstico
Para diferenciar esses casos, exames específicos são fundamentais. Entre eles estão:
- Manometria esofágica
- pHmetria
- Impedâncio-pHmetria esofágica
Esses testes utilizam um cateter posicionado no esôfago por 24 horas, avaliando a acidez, os episódios de refluxo e sua relação com os sintomas relatados pelo paciente.
Quando considerar a cirurgia
A cirurgia anti-refluxo por videolaparoscopia é indicada principalmente quando:
- O paciente não responde bem ao tratamento clínico.
- Há necessidade de uso contínuo e em altas doses de medicação.
- Os sintomas persistem, como azia e regurgitação.
- Há complicações relacionadas ao refluxo.
Além disso, é importante destacar que nem todos os quadros de azia ou dor no peito são refluxo. Outras condições, como alterações primárias do esôfago, precisam ser avaliadas por especialistas.
Conclusão
A decisão entre manter o uso crônico de medicamentos ou optar pela cirurgia deve ser feita com acompanhamento médico especializado. A cirurgia anti-refluxo pode oferecer maior eficácia e melhora definitiva dos sintomas em casos selecionados.
Se você se identificou com essa situação, converse com seu médico para entender qual é a melhor estratégia para o seu caso.
Perguntas Frequentes:
1. O tratamento do refluxo começa sempre com cirurgia?
Não. O tratamento inicial costuma ser feito com medicamentos como omeprazol, pantoprazol e lansoprazol, que reduzem a produção de ácido.
2. Quando o omeprazol pode não ser suficiente?
Quando os sintomas persistem mesmo com o uso correto (paciente refratário) ou quando há necessidade de tomar doses altas continuamente para controlar o refluxo.
3. Quais exames ajudam a indicar se a cirurgia é necessária?
Manometria esofágica, pHmetria e impedâncio-pHmetria esofágica, que avaliam acidez, refluxo e relação com os sintomas.
4. Em que situações a cirurgia anti-refluxo é indicada?
Quando há falha no tratamento clínico, necessidade de uso crônico de remédios, sintomas persistentes ou complicações causadas pelo refluxo.
5. A cirurgia anti-refluxo garante melhora definitiva?
Em casos bem selecionados, sim. A videolaparoscopia pode oferecer controle duradouro e até definitivo dos sintomas, mas a decisão deve ser feita junto ao médico especialista.


