A doença do refluxo gastroesofágico pode ser intensificada pelo estresse, que altera a motilidade gastrointestinal e favorece episódios desconfortáveis de azia, queimação e regurgitação. Entenda como o emocional influencia o sistema digestivo, quais sintomas podem piorar e o que fazer para aliviar o quadro. Entenda mais sobre esse assunto!
A doença do refluxo gastroesofágico é uma condição caracterizada pelo retorno do conteúdo ácido do estômago para o esôfago, causando sinais como azia, dor no peito e sensação de queimação.
Esse problema digestivo é comum e pode surgir devido a alterações anatômicas, hábitos alimentares ou fatores emocionais.
Entre esses fatores, o estresse tem ganhado destaque por influenciar diretamente o funcionamento do sistema gastrointestinal, alterando hormônios, contrações musculares e sensibilidade local.
Neste artigo, abordaremos como o estresse influencia o funcionamento do esfíncter esofagiano inferior e favorece o refluxo, sintomas de refluxo agravados pelo estresse e como diferenciá-los de outras condições e estratégias de manejo do estresse para reduzir crises de doença do refluxo gastroesofágico. Leia até o final e saiba mais!
Como o estresse influencia o funcionamento do esfíncter esofagiano
O estresse exerce um impacto significativo sobre o sistema digestivo, podendo alterar o comportamento do esfíncter esofagiano inferior, que uma das estruturas responsáveis por impedir que o conteúdo ácido do estômago retorne ao esôfago.
Quando o corpo está sob tensão prolongada, há aumento de hormônios como adrenalina e cortisol, que interferem na motilidade gastrointestinal e favorecem episódios de refluxo.
Essas mudanças também podem elevar a sensibilidade esofagiana, fazendo com que pequenas quantidades de ácido causem grande desconforto.
Além disso, períodos estressantes podem alterar rotinas alimentares e de sono, contribuindo para o aparecimento de sintomas. Muitas pessoas passam a comer rapidamente, ingerir alimentos gordurosos e ultraprocessados, aumentar o consumo de cafeína, álcool e nicotina, o que facilita ainda mais o refluxo.
O estresse também está associado à piora de condições que influenciam o refluxo, como tensão muscular no abdome e respiração superficial.
Para entender como essa relação se manifesta no dia a dia, é importante observar alguns comportamentos comuns em momentos de estresse:
- Refeições rápidas;
- Aumento de alimentos gatilho;
- Alterações no padrão de sono;
- Consumo excessivo de estimulantes;
- Piora da postura ao longo do dia.
Com isso, o corpo entra em um ciclo em que o estresse agrava o refluxo, e o refluxo, por sua vez, aumenta a tensão, gerando desconforto constante.
Sintomas de refluxo agravados pelo estresse
O estresse pode não apenas desencadear crises de refluxo, mas também intensificar sintomas já existentes, tornando-os mais frequentes e difíceis de controlar.
A azia costuma ser um dos primeiros sinais percebidos e pode ser acompanhada por dor no peito, sensação de queimação e dificuldade para engolir.
A sensibilidade aumentada do esôfago, provocada por tensões emocionais, faz com que sintomas leves pareçam mais intensos.
Muitas pessoas confundem sintomas digestivos agravados pelo estresse com problemas cardíacos, respiratórios ou musculares, o que pode gerar preocupação adicional.
Para diferenciar fatores emocionais de outras causas, é útil observar padrões de repetição e gatilhos diários. Situações específicas ou momentos de grande tensão podem coincidir com o aumento das queixas, indicando uma ligação direta com o estado emocional.
Alguns sinais frequentes de refluxo agravado pelo estresse incluem:
- Azia recorrente;
- Queimação após refeições leves;
- Dor torácica não cardíaca;
- Globus faríngeo ou cervical (sensação de bolo na garganta)
- Regurgitação ácida em momentos de tensão.
É importante perceber que o estresse não cria novos sintomas, mas amplifica a sensibilidade a estímulos já presentes no sistema digestivo.
A avaliação médica, quando necessária, ajuda a descartar outras condições e garantir o tratamento adequado para cada caso, especialmente quando a dor torácica gera preocupação adicional.
Estratégias de manejo do estresse para reduzir crises da doença
Controlar o estresse é uma das maneiras mais eficazes de reduzir episódios de refluxo, já que ele influencia tanto fatores hormonais quanto comportamentais. Pequenas modificações no cotidiano podem gerar grande impacto no alívio dos sintomas.
Técnicas de respiração profunda, por exemplo, melhoram a oxigenação e diminuem a tensão muscular no abdome, ajudando a reduzir crises provocadas por ansiedade.
A prática regular de atividade física também contribui para o equilíbrio emocional, melhora a digestão e reduz a produção de hormônios ligados ao estresse.
No entanto, é importante evitar exercícios logo após comer, pois isso pode aumentar o refluxo, devido o aumento da pressão intrabdominal que ocorre com atividade física. Criar uma rotina de sono adequada ajuda o corpo a manter o equilíbrio hormonal, o que reduz impulsos alimentares e desconfortos digestivos.
Estratégias úteis no dia a dia incluem:
- Alimentação fracionada, menores volumes porém mais vezes ao dia
- Mastigar bem os alimentos, se alimentar com calma
- Evitar cafeína em excesso;
- Pausas de respiração durante o trabalho;
- Alongamentos ao longo do dia;
- Manter horários regulares de sono.
Além dessas medidas, buscar terapia ou acompanhamento psicológico pode auxiliar no controle emocional de longo prazo.
Ao reduzir o estresse, diminui-se não apenas a frequência das crises, mas também a intensidade dos sintomas, proporcionando melhor qualidade de vida.
Perguntas Frequente
1. Quais são os sintomas mais comuns da doença do refluxo gastroesofágico?
Azia, queimação, regurgitação ácida e dor no peito são os sintomas mais comuns.
2. Refluxo e azia são a mesma coisa?
Não, a azia é um sintoma; o refluxo é a condição que a causa.
3. O que pode piorar o refluxo no dia a dia?
Estresse, alimentos gordurosos, álcool, cafeína e refeições grandes agravam o quadro.
4. Quem tem refluxo precisa fazer cirurgia?
A maioria melhora com mudanças de hábitos e tratamento medicamentoso.
5. A doença do refluxo gastroesofágico tem cura?
Não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com tratamento contínuo e com cirurgia em casos refratários.


