Prevenção do câncer colorretal: papel da colonoscopia

O câncer colorretal é o segundo câncer mais frequente no Brasil,  e sua taxa de mortalidade tem aumentado no Brasil e na America latina, mas pode ser prevenido com medidas eficazes. Quando detectado precocemente apresenta altas taxas de cura, e a ferramenta mais indicada para detectar lesões precoces e pólipos antes que evoluam para tumores malignos, é a colonoscopia. Descubra como esse exame pode salvar vidas. Entenda mais sobre esse assunto!

O câncer colorretal é uma doença que se desenvolve no intestino grosso ou no reto e está entre os tipos mais frequentes de câncer no mundo, e vem aumentando a incidência nos últimos anos no Brasil. 

Ele pode evoluir de forma silenciosa por anos, sendo descoberto muitas vezes apenas em fases avançadas. Por isso, a detecção precoce é essencial para aumentar as chances de cura.

A colonoscopia é considerada o principal exame preventivo, pois permite a visualização direta do intestino e a retirada imediata de pólipos que poderiam se transformar em tumores, ou câncer colorretal. 

Além de reduzir o risco de desenvolvimento de câncer, o exame também auxilia no diagnóstico de outras doenças intestinais.

Neste artigo, abordaremos a importância da colonoscopia na detecção precoce, como o exame ajuda na remoção de pólipos e qual a periodicidade recomendada para sua realização. Leia até o final e saiba mais!

Importância da colonoscopia na detecção precoce

A colonoscopia é fundamental para identificar alterações ainda em estágios iniciais, quando o câncer colorretal tem maiores chances de tratamento e cura, que podem chegar a mais de 90%.

O exame é indicado para pessoas acima de 45 ou antes, em casos de histórico familiar da doença ou sintomas suspeitos.

Entre os principais benefícios do exame estão:

  • Visualização completa do intestino grosso e parte distal do intestino delgado
  • Identificação de pólipos e lesões precoces 
  • Possibilidade de retirada imediata ou biópsia 
  • Redução significativa da progressão para adenocarcinoma e da mortalidade 

A detecção precoce permite que o tratamento seja menos invasivo e com maior chance de sucesso. Sem esse acompanhamento, pequenos pólipos podem evoluir silenciosamente até se tornarem tumores malignos. 

Por isso, a colonoscopia é considerada uma medida essencial de prevenção e não apenas um exame de diagnóstico.

Além disso, ela é um recurso seguro e eficaz, sendo amplamente utilizada em programas de rastreamento populacional. Essa prática já mostrou impacto direto na redução dos casos avançados da doença em diversos países.

Remoção de pólipos e prevenção do câncer

A grande vantagem da colonoscopia em relação a outros exames é a possibilidade de agir no mesmo momento da detecção. 

Caso sejam encontrados pólipos, eles podem ser retirados imediatamente durante o procedimento, impedindo que evoluam para tumores malignos.

Os pólipos são formações benignas que surgem na mucosa do intestino, mas algumas variedades apresentam potencial de malignização. 

Retirá-los antes que cresçam ou sofram alterações celulares, degeneração, é uma estratégia comprovada para reduzir o risco da doença.

Durante o exame, o médico pode:

  • Localizar pólipos de diferentes tamanhos 
  • Retirar os pólipos com instrumentos específicos 
  • Enviar o material para anátomo patológico 
  • Avaliar a presença de outras lesões suspeitas

Esse processo evita que o paciente precise passar por cirurgias complexas e aumenta consideravelmente as chances de prevenção. 

Além disso, a remoção dos pólipos elimina um fator de risco silencioso, já que muitas vezes eles não causam sintomas até se transformarem em câncer.

Assim, a colonoscopia atua como um exame completo, que combina diagnóstico e tratamento precoce em um único procedimento.

Quando e com que frequência realizar a colonoscopia

A periodicidade da colonoscopia, na prevenção de câncer colorretal, depende de fatores individuais como idade, histórico familiar, dimensão e características macroscópicas microscópicas dos pólipos

As principais orientações incluem:

  • Realizar a primeira colonoscopia a partir dos 45 anos (a idade recomendada de início do rastreio pode variar dependendo da sociedade e/ou diretriz médica de referência) 
  • Repetir o exame a cada 10 anos em casos sem alterações 
  • Antecipar o rastreamento se houver histórico familiar de câncer colorretal 
  • Realizar controles mais frequentes dependendo das características microscópicas dos pólipos retirados 
  • Procurar avaliação médica se surgirem sintomas como sangue nas fezes, dor abdominal ou mudança no hábito intestinal e das características das fezes

Seguir essas recomendações pode reduzir em até 70% a incidência da doença. A colonoscopia é segura, realizada com sedação e recuperação rápida, o que facilita sua adesão como método de rastreamento.

Manter o acompanhamento médico adequado é essencial, especialmente porque o câncer colorretal é prevenível em grande parte dos casos quando diagnosticado precocemente.

Com disciplina nos exames, é possível aumentar a proteção contra essa doença que ainda é uma das principais causas de mortalidade no mundo.

 

Perguntas Frequentes:

 

  1. Quais são os sintomas do câncer colorretal?
    Sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso, mudança no hábito intestinal e cansaço. 
  2. Onde dói no câncer colorretal?
    Geralmente no abdômen, especialmente na parte inferior ou em cólicas frequentes. 
  3. Qual a chance de cura de um câncer colorretal?
    Se detectado no início, a chance de cura pode ultrapassar 90%. 
  4. Qual é a sobrevivência do câncer colorretal no estágio 4?
    A média de sobrevivência é de 10% a 15% em 5 anos, dependendo do caso e do tratamento. 
  5. Quais são os exames preventivos para câncer colorretal?
    Colonoscopia, pesquisa de sangue oculto nas fezes e retossigmoidoscopia.

Dr. Carlos Godinho

CRM: Nº 76.797/SP
RQE Nº: 41950 Cirurgia Geral
RQE Nº: 419501 Cirurgia Bariátrica
Sou graduado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos e fiz residência em Cirurgia Geral pela Faculdade de Medicina do ABC.

Sou Especialista em Cirurgia Geral e Cirurgia Bariátrica, tenho mais de 25 anos de atuação e mais de 2.500 bariátricas realizadas.
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